A tristeza vem do vento que me soprou que este é o fim de um ciclo. De volta no mesmo lugar, a mesma terra que abençoou e encantou, é a mesma que te sacode e joga na cara os teus erros!? E faz revoada nos pensamentos. A mesma terra que te traz sonho realidade; te leva embora o fio esperança. Esperei por tantos dos trens que passaram. Um deles acaba de abandonar a estação! Trouxe alguns, você foi o ultimo a descer e eu esperei. Outra pessoa pegou na sua mão e te levou. Eu continuo só! Nem sei porque esperei. Estou cansada de me sentar ao banco de espera.
Um pedaço do meu pensamento... nada mais!
Thais Julianne
julho/2008
domingo, março 08, 2009
domingo, fevereiro 22, 2009
Continuamos iguais!
Continuamos iguais, ainda diferentes!
Parece o pouco que conhecemos,
é como tudo aquilo que não precisava ser dito.
O dizer pelo outro,
o momento exato que simplesmente se é.
As indecisões e angústias,
mais que isso talvez as certezas críticas.
Continuamos iguais,
lidos um no outro,
desertos em nossa solidão.
Acompanhados mesmo quando sós.
Continuamos iguais,
mesmo tempo passado,
mesmo distantes,
tão diferentes e tão iguais.
Com o coração que entoa emoções acima da razão!
Com a alma que anseia algo mais além do corriqueiro!
Com o desejo ...
desejos dispersos, mas lidos um no outro.
Com o peito que remexe em notas e acordes,
às vezes graves, às vezes tão agudos e finos...
chega dói.
Nem para de doer, amortiza.
Continuamos igual, diferentes dos demais.
Thais - 22fev09
Parece o pouco que conhecemos,
é como tudo aquilo que não precisava ser dito.
O dizer pelo outro,
o momento exato que simplesmente se é.
As indecisões e angústias,
mais que isso talvez as certezas críticas.
Continuamos iguais,
lidos um no outro,
desertos em nossa solidão.
Acompanhados mesmo quando sós.
Continuamos iguais,
mesmo tempo passado,
mesmo distantes,
tão diferentes e tão iguais.
Com o coração que entoa emoções acima da razão!
Com a alma que anseia algo mais além do corriqueiro!
Com o desejo ...
desejos dispersos, mas lidos um no outro.
Com o peito que remexe em notas e acordes,
às vezes graves, às vezes tão agudos e finos...
chega dói.
Nem para de doer, amortiza.
Continuamos igual, diferentes dos demais.
Thais - 22fev09
domingo, fevereiro 15, 2009
Resignada!
Sonhos adormecidos, ilusões que cativei...
Ignorante do parêntese!
Sedenta pelo caminho e certa da participação!
Reciprocidade em pó.
Segredos ao vento...
Cumplicidade alheia.
Resignada.
Sedenta pela força que destrua o que espera!
Esperanças restritas.
Errante, em frente ao passado;
Adiante o futuro!
Silêncio e introspecção que endurecem as vozes melodramáticas e impulsivas;
calam as vozes que gritam e pedem atenção!
Resignação e solidão!
E um sorriso amarelo pra não deixar enrijecer a face (ou o coração).
o8.fev.2009
Ignorante do parêntese!
Sedenta pelo caminho e certa da participação!
Reciprocidade em pó.
Segredos ao vento...
Cumplicidade alheia.
Resignada.
Sedenta pela força que destrua o que espera!
Esperanças restritas.
Errante, em frente ao passado;
Adiante o futuro!
Silêncio e introspecção que endurecem as vozes melodramáticas e impulsivas;
calam as vozes que gritam e pedem atenção!
Resignação e solidão!
E um sorriso amarelo pra não deixar enrijecer a face (ou o coração).
o8.fev.2009
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Hey Você!
Lembra-se de quando dormíamos en-cantados?
Você que me visita todas as noites...
Lembra-se?
Nossos corpos se encaixavam de tal forma que nos torvávamos Um!
De quando só acreditávamos ser tudo realidade
Porque escutávamos o som indesejado do despertador!?
Mas hey, não tenhas tanta certeza de que és Você!
Pode ser Outro você!
Ou se tiverdes essa certeza, ...
Então, talvez não seja em vão todos os
Pensamentos e lembranças inconvenientes que
Assolam a memória e sentimentos noite adentro.
Lembra-se de quando dormíamos nus,
Exaustos de tanto amor...?
Lembra-se da Lua Cheia a nos velar?
Abençoou nossa união e ainda chora nossa distância!
Lembra-se dos nossos planos em Participar? Das nossas certezas em Ser?
Lembra-se de nós?
Talvez a mera lembrança já seja uma alegria de que tudo não foi apenas
Ilusão.
Fantasias de meninA-mulher sedenta de realizações em(com) quem confia.De quem acreditou (mais do que ser um parêntese finito!)
Você que me visita todas as noites...
Lembra-se?
Nossos corpos se encaixavam de tal forma que nos torvávamos Um!
De quando só acreditávamos ser tudo realidade
Porque escutávamos o som indesejado do despertador!?
Mas hey, não tenhas tanta certeza de que és Você!
Pode ser Outro você!
Ou se tiverdes essa certeza, ...
Então, talvez não seja em vão todos os
Pensamentos e lembranças inconvenientes que
Assolam a memória e sentimentos noite adentro.
Lembra-se de quando dormíamos nus,
Exaustos de tanto amor...?
Lembra-se da Lua Cheia a nos velar?
Abençoou nossa união e ainda chora nossa distância!
Lembra-se dos nossos planos em Participar? Das nossas certezas em Ser?
Lembra-se de nós?
Talvez a mera lembrança já seja uma alegria de que tudo não foi apenas
Ilusão.
Fantasias de meninA-mulher sedenta de realizações em(com) quem confia.De quem acreditou (mais do que ser um parêntese finito!)
sábado, dezembro 27, 2008
Pensamentos Obstruídos
Pensei em escrever sobre natais estranhos (ou um natal estranho);
Pensei em escrever sobre ser surpreendida (positiva ou negativamente);
Pensei em escrever sobre planos para viagens de última hora com a família como se fossem sua tábua de salvação;
Pensei em escrever sobre o momento em que me perdi;
Pensei em escrever sobre os pedaços de mim em que ainda acredito;
Pensei em escrever sobre os castelos que construímos com a ajuda de alguém que lhe faz acreditar em sentimentos sólidos, mas de repente, era só areia;
Pensei em dialogar com textos e vozes que me são tão importantes;
Pensei em tentar entender sobre sentimentos tão fortes dentro de mim;
Sobre como diluir ou simplesmente arrancá-los de dentro de mim!
Ando pensando em muitas coisas...
Por tantas vezes queria conseguir me eximir dos pensamentos e manter apenas o silêncio.
Enquanto isso.. .tá tudo muito misturado...uma grande massa de elementos que se confundem e me fazem ir seguindo, buscando e persistindo, mesmo sem grandes certezas. Sem continuidade, quase sem forças, mas tentando olhar pra frente (ou pro céu).
Thais – 27/dez/2008
Pensei em escrever sobre ser surpreendida (positiva ou negativamente);
Pensei em escrever sobre planos para viagens de última hora com a família como se fossem sua tábua de salvação;
Pensei em escrever sobre o momento em que me perdi;
Pensei em escrever sobre os pedaços de mim em que ainda acredito;
Pensei em escrever sobre os castelos que construímos com a ajuda de alguém que lhe faz acreditar em sentimentos sólidos, mas de repente, era só areia;
Pensei em dialogar com textos e vozes que me são tão importantes;
Pensei em tentar entender sobre sentimentos tão fortes dentro de mim;
Sobre como diluir ou simplesmente arrancá-los de dentro de mim!
Ando pensando em muitas coisas...
Por tantas vezes queria conseguir me eximir dos pensamentos e manter apenas o silêncio.
Enquanto isso.. .tá tudo muito misturado...uma grande massa de elementos que se confundem e me fazem ir seguindo, buscando e persistindo, mesmo sem grandes certezas. Sem continuidade, quase sem forças, mas tentando olhar pra frente (ou pro céu).
Thais – 27/dez/2008
terça-feira, dezembro 23, 2008
Feridas
A ferida é oculta! Não há resquícios abertos aos olhos corriqueiros se não pelas frivolidades aparentes de quem a sente. O machucado borbulha no anseio de que remédios e o tão aclamado tempo lhe seja complacente. As frases tão repetidas que lhe jogam completa responsabilidade sobre suas atitudes já parecem quase um mantra.
É difícil compreenderem que há uma distância entre querer e nesta profundidade do sentimento, conseguir efetivamente sentir o que seu peito já acostumou a sentir de outras formas. As dores são latentes, mas silenciadas. Torturada pelas lembranças proibidas que lhe tiram o sono noite a dentro.
O sentimento acostumou a persistir. É difícil explicar-lhe que ele não vale mais à pena. A busca pela felicidade sente-se só depois que acreditou ter companhia. Cem mil poetas, todos eles só, não são capazes de decifrar as dores da alma. Escutei não me lembro onde, que o poeta assim como o cego, enxerga na escuridão.
Quem sabe ele veja um clarão pela frente! Quem sabe fogo que arde e desperta vida. Esperanças por dores menos doloridas. Certa de que a vida segue, mesmo que cheia de curativos internos e anseios ainda secretos do futuro. Sedenta por uma noite de sono que acalente os desejos reprimidos e traga tranqüilidade - se pedir alegria é demais por enquanto.
Thais – 22/dez/2008
É difícil compreenderem que há uma distância entre querer e nesta profundidade do sentimento, conseguir efetivamente sentir o que seu peito já acostumou a sentir de outras formas. As dores são latentes, mas silenciadas. Torturada pelas lembranças proibidas que lhe tiram o sono noite a dentro.
O sentimento acostumou a persistir. É difícil explicar-lhe que ele não vale mais à pena. A busca pela felicidade sente-se só depois que acreditou ter companhia. Cem mil poetas, todos eles só, não são capazes de decifrar as dores da alma. Escutei não me lembro onde, que o poeta assim como o cego, enxerga na escuridão.
Quem sabe ele veja um clarão pela frente! Quem sabe fogo que arde e desperta vida. Esperanças por dores menos doloridas. Certa de que a vida segue, mesmo que cheia de curativos internos e anseios ainda secretos do futuro. Sedenta por uma noite de sono que acalente os desejos reprimidos e traga tranqüilidade - se pedir alegria é demais por enquanto.
Thais – 22/dez/2008
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Lua e Flor
Eu sempre gostei de Oswaldo Montenegro. De vez em quando redescubro algumas de suas letras e o quanto elas revelam ... parecidas tão pessoais...
Às vezes ser impessoal e dizer através do outro nos torna menos melancólicos que assumir nossos sentimentos. O mundo não aceita muito bem o que trazemos dentro da alma.
Lua e Flor
Oswaldo Montenegro
Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...
E sonhava como a feia na vitrine
Como carta que se assina em vão...
Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
Às vezes ser impessoal e dizer através do outro nos torna menos melancólicos que assumir nossos sentimentos. O mundo não aceita muito bem o que trazemos dentro da alma.
Lua e Flor
Oswaldo Montenegro
Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...
E sonhava como a feia na vitrine
Como carta que se assina em vão...
Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
Parquinho de Infância
Quando a gente fica grandinho e supostamente maduro, mas mesmo assim não consegue bem entender as coisas à nossa volta, recorremos inconscientemente às memórias da infância. Nostalgia incentivada pelos pedaços já dilacerados que ficaram de tempos passados.
Folhas secas, galhos e alguns pedaços de lixo estão jogados pelo chão. O cercado parece reformado de não muitos anos atrás. Mesmo assim, o único meio de acesso é a portinhola derrubada no chão. Dentro estão ferros retorcidos, enferrujados, peças soltas e algumas das estruturas básicas fincadas ao chão seco.
Dos balanços e outros tantos que nem me recordo o nome, resta inteiro mesmo que com as cores descascadas, apenas o popular “trepa - trepa”. Sempre foi meu preferido. Como era divertido galgar até o ponto mais alto e de lá me virar de ponta cabeça, presa pelos joelhos e com os braços livres, quase testando a força de minhas pernas.
Agora, posso em pé, alcançar com os braços o topo da última barra de metal sem qualquer esforço. Com apenas dois movimentos é possível me sentar no alto. Mas, de repente, a visão já não é tão diferente de como há dez ou quinze anos. De todas as facilidades adquiridas, contraditoriamente, não quis me virar de cabeça para baixo. Já não era excitante e desafiante. Ou apenas a sensação de que teria dores de cabeça.
O silêncio acompanha aqueles momentos revividos dentro de mim. Chego a ter uma súbita vontade de revitalizar o parquinho de infância. Quem sabe se tornasse memória para outros também. Não apenas o parque abandonado do bairro. Não vou mentir, não era freqüentadora assídua, mas é parte do que consigo lembrar da minha infância.
Os pensamentos se vão e voltam outros, mais atuais e menos saborosos. Ainda não se passou tanto tempo que as folhas tenham secado e os galhos retorcidos se perdido. Perdemos as perspectivas do que deixar acontecer. Nem sempre sabemos qual é o ponto exato em que o parquinho começou a envelhecer e perdemos o controle sobre nossas vidas. De repente, as memórias são tão recentes e você não sabe como agir sobre elas...
Parecem grandes de mais para se guardar tão logo no baú de nossas almas.
Thais – 21/dez/2008
Folhas secas, galhos e alguns pedaços de lixo estão jogados pelo chão. O cercado parece reformado de não muitos anos atrás. Mesmo assim, o único meio de acesso é a portinhola derrubada no chão. Dentro estão ferros retorcidos, enferrujados, peças soltas e algumas das estruturas básicas fincadas ao chão seco.
Dos balanços e outros tantos que nem me recordo o nome, resta inteiro mesmo que com as cores descascadas, apenas o popular “trepa - trepa”. Sempre foi meu preferido. Como era divertido galgar até o ponto mais alto e de lá me virar de ponta cabeça, presa pelos joelhos e com os braços livres, quase testando a força de minhas pernas.
Agora, posso em pé, alcançar com os braços o topo da última barra de metal sem qualquer esforço. Com apenas dois movimentos é possível me sentar no alto. Mas, de repente, a visão já não é tão diferente de como há dez ou quinze anos. De todas as facilidades adquiridas, contraditoriamente, não quis me virar de cabeça para baixo. Já não era excitante e desafiante. Ou apenas a sensação de que teria dores de cabeça.
O silêncio acompanha aqueles momentos revividos dentro de mim. Chego a ter uma súbita vontade de revitalizar o parquinho de infância. Quem sabe se tornasse memória para outros também. Não apenas o parque abandonado do bairro. Não vou mentir, não era freqüentadora assídua, mas é parte do que consigo lembrar da minha infância.
Os pensamentos se vão e voltam outros, mais atuais e menos saborosos. Ainda não se passou tanto tempo que as folhas tenham secado e os galhos retorcidos se perdido. Perdemos as perspectivas do que deixar acontecer. Nem sempre sabemos qual é o ponto exato em que o parquinho começou a envelhecer e perdemos o controle sobre nossas vidas. De repente, as memórias são tão recentes e você não sabe como agir sobre elas...
Parecem grandes de mais para se guardar tão logo no baú de nossas almas.
Thais – 21/dez/2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Dos barulhos da natureza
O breu me convidou e aguçava meus ouvidos para os sons dos bichos e folhas
Ora sussurravam, ora gritavam.
Tão pouco conscientes do outro,
Por vezes confusos entre si,
Mas sempre harmonicamente:
aqui dois, acolá os demais.
A passarada nem sempre dorme tão cedo.
De repente vai emudecendo,
enquanto alguns relutam.
No céu, foram-se as estrelas.
De longe escutavam e murmuravam a poucos o que pensam das noites
Restou apenas uma. Só.
Mas por de trás da cortina de neblina,
Tenho certeza das milhares que faziam festa!
Psiu...!
. hey!
..
.
Se a gente ficar bem quietinho, é possível escutar a alegria!
Thais – 16/dez/2008
Ora sussurravam, ora gritavam.
Tão pouco conscientes do outro,
Por vezes confusos entre si,
Mas sempre harmonicamente:
aqui dois, acolá os demais.
A passarada nem sempre dorme tão cedo.
De repente vai emudecendo,
enquanto alguns relutam.
No céu, foram-se as estrelas.
De longe escutavam e murmuravam a poucos o que pensam das noites
Restou apenas uma. Só.
Mas por de trás da cortina de neblina,
Tenho certeza das milhares que faziam festa!
Psiu...!
. hey!
..
.
Se a gente ficar bem quietinho, é possível escutar a alegria!
Thais – 16/dez/2008
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Luz Crescente
De repente a lua crescente me enche os olhos e atrai a atenção que por tantos anos dediquei à lua cheia. De repente são as perspectivas e esperança que crescem junto! Tão singela, ainda em processo de formação e mesmo assim não deixa de marcar tua presença! Ilumina! Experiência por algum momento precisa ser iniciada. Caminhos nem sempre oferecem tantas alternativas, mas pelo menos um segue adiante. E o destino é inexorável. E acredito no meu destino tal qual ele me parece verdadeiro e justo, ainda que seja preciso esperar. A lua crescente traz pela primeira vez a beleza em ter serenidade. A lua crescente mostra-me a força da paciência. A luz crescente irradia lua!
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