domingo, outubro 07, 2012
quinta-feira, junho 28, 2012
Marcada
das cicatrizes, um pouco pode se falar... muito pouco talvez.
a grande parte se percebe, e é só: o silêncio
*reflexão minha que pretendia virar um texto, mas se percebeu assim, curta e basta.
4 de abril de 2011
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Nota de Agradecimento e Convite
Por Thais J. Castro – thaisju@hotmail.com
Cheguei em casa e me propus uma missão: procurar palavras que tentassem se aproximar das sensações que o show me causou. Minha formação musical se resume às aulas de piano e teoria musical durante a infância e adolescência. Longe de mim ter nível técnico que possa julgar a competência dos músicos em palco. Mas tenho uma forte intuição de que qualquer um que tenha este discernimento concordaria com a exuberância das performances que vêm sendo exibidas esta semana na Mostra de Música do Sesc Arsenal 2010.
Além de repertório variado e encantador, as improvisações invadem a alma. Trazem um comichão que faz vibrar o corpo, mexem mãos e dedos, pés e cabeças. Notas que alcançam dentro do peito; olhos e ouvidos que se perdem com uma miscelânea tão grandiosa de sons. E entre os músicos, uma cordialidade como que de quem disfarça saber ser tão competente e incrível quanto o colega. Um espaço onde não há sobreposição, onde transitam instrumentos em comunhão plena e cada um se oferece pela valorização do outro.
Baquetas firmes e pontuadas, tão velozes quanto surpreendentes nas mãos de Alex Buck e felizmente, com a participação de Sandro de Souza na apresentação de quinta. Um cenário perfeito para recepcionar as cordas do baixo que deslizam rendidas aos dedos de André Vasconcelos. Acolhe arranjos entusiasmados, mesmo se discretos na guitarra de Daniel Santiago; um fôlego incansável e som furioso que invade o espaço através do saxofone de Josué Lopez bradando por uma resposta.
Resposta? Ela vem, pelas beiradas, quase intimista, mas audaciosa, toma corpo, conquista território e marca presença ao som do piano de David Feldman. E como se não bastasse, o já respeitado e mundialmente conhecido baixo de Ebinho Cardoso se transforma em coadjuvante quando, diante deste complexo de instrumentos, ele solta a voz em timbres e línguas encantadas, comove a platéia e a leva com ele para esse mundo de quase magia. Divirto-me lembrando que em algum momento ele teve a modéstia de dizer que “não era cantor”. (Ah se fosse, hem Ebinho?)
É pena a quantidade de cadeiras vazias superior àquelas ocupadas pelo público. Tenho pena daqueles que não foram e perderam a oportunidade de se enriquecer com a explosão de sentimentos que tem sido vivenciar estas horas de música e descontração. Show a show a sintonia cresce no palco e um diálogo silencioso toma conta da atmosfera. Chega uma hora, no entanto, que sorrisos e contrições musculares não bastam. Público e artistas extrapolam, soltam as vozes e palmas em manifestações incontroláveis de satisfação.
Estamos em Cuiabá. Recebemos músicos de várias partes do Brasil reconhecidos mundialmente e falta público para assisti-los. Falta o que? Divulgação? Vontade? Falta vergonha na cara, para como disse o Ebinho, “desligar a televisão e ir lá”? Acho que tenho vergonha de lembrar que é de graça – e mesmo assim, falta público. Falta até mesmo tantos dos músicos matogrossenses para prestigiar quem vem de fora. Mas que alívio que sobra também vontade de realizar para pessoas como Rejane e Ebinho.
E sobra humildade também. Encontrei com o Ebinho no corredor, na quarta, e ele me agradeceu por ter ido, como costumo vê-lo agradecer sempre aos presentes. Respondi por educação: “que isso”. Mas a verdade é que sou eu quem tenho muito a agradecer por ter a oportunidade de vivenciar momentos como estes. Cheguei em casa emocionada, elétrica, entusiasmada, engasgada, feliz. Tentei encontrar palavras, mas é certo que perdi todas elas no orgiasmo que vivi esta noite. Obrigada a cada um destes músicos maravilhosos!
Tem mais! Que bom! Aos que puderem, não percam a oportunidade de assistir nesta sexta, dia 10 de dezembro!
terça-feira, julho 27, 2010
quando ontem foi um bom momento!
Ontem foi um bom dia!
É gratificante quando temos a certeza de ter despendido tempo com as coisas que são realmente importante, com a solidariedade ao próximo, valorizando a presença daqueles que merecem sua atenção!
Ontem foi uma noite em que me agraciei com o reencontro e mesmo daqueles que não sabem a estima que sinto por eles, me senti bem em vê-los revigorados e bem!
Há por certo os pequenos detalhes que estão sempre por melhorar, mas acima disso, o aspecto físico e emocional de quem está forte diante das eventualidades que nos baqueiam, se houver.
Ontem estive mais feliz por ver que além de estar me sentindo bem, muitos à minha volta assim tbm estão.
É bom compartilhar da felicidade e sucesso dos outros diante da vida!
É gratificante quando temos a certeza de ter despendido tempo com as coisas que são realmente importante, com a solidariedade ao próximo, valorizando a presença daqueles que merecem sua atenção!
Ontem foi uma noite em que me agraciei com o reencontro e mesmo daqueles que não sabem a estima que sinto por eles, me senti bem em vê-los revigorados e bem!
Há por certo os pequenos detalhes que estão sempre por melhorar, mas acima disso, o aspecto físico e emocional de quem está forte diante das eventualidades que nos baqueiam, se houver.
Ontem estive mais feliz por ver que além de estar me sentindo bem, muitos à minha volta assim tbm estão.
É bom compartilhar da felicidade e sucesso dos outros diante da vida!
domingo, julho 18, 2010
D'aquilo que tenho!
Tenho uma tarde de domingo calma e serena!
Tenho a felicidade de uma família verdadeira!
Tenho a beleza de amigos que persistem o tempo e a distância!
Tenho a tranquilidade de quem não parou de caminhar mesmo nos momentos mais angustiantes!
Tenho a paz de quem erra por tentar e não por desistir!
Tenho a certeza de que as coisas possuem um motivo de ser!
Tenho o clima de quem se aconchega no calor humano!
Tenho a fé de quem acredita nas palavras que roga!
Tenho as memórias afagadas pelos sorrisos que vivi!
Tenho amor, tenho esperança, tenho muito da vida, tenho os dias que estão por vir!
Tenho muito mais, tenho a certeza de que sou iluminada!
Por isso, obrigada!!!
Tenho a felicidade de uma família verdadeira!
Tenho a beleza de amigos que persistem o tempo e a distância!
Tenho a tranquilidade de quem não parou de caminhar mesmo nos momentos mais angustiantes!
Tenho a paz de quem erra por tentar e não por desistir!
Tenho a certeza de que as coisas possuem um motivo de ser!
Tenho o clima de quem se aconchega no calor humano!
Tenho a fé de quem acredita nas palavras que roga!
Tenho as memórias afagadas pelos sorrisos que vivi!
Tenho amor, tenho esperança, tenho muito da vida, tenho os dias que estão por vir!
Tenho muito mais, tenho a certeza de que sou iluminada!
Por isso, obrigada!!!
terça-feira, maio 18, 2010
UMA TENTATIVA DE CONSOLO...
por autor desconhecido
(uma amiga compartilhou conosco uma bela mensagem num momento de dor pela perda de uma pessoa querida! resolvi compartilhar!)
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.
Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.
Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão! Fique todos em Paz!
domingo, abril 18, 2010
Repúdio!!!
Peço licensa para quem aqui busca alguma poesia em textos ou versos rabiscados*. Sou jornalista, e apesar de ter acompanhando relativamente pouco as questões políticas gerais e/ou movimentos sociais, me indigna quando me deparo com a censura diária com que vivemos. Aprecio e aplaudo atitudes de quem não se intimida diante do véu que tampa questões políticas na imprensa local. Fiquei sabendo por acaso, ao ler no blog de um amigo, sobre o ocorrido abaixo. Segue nota de repúdio sobre a solicitação de prisão da jornalista Keka Werneck em ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva, bem como o texto original à respeito do mesmo, publicado por ela em um site de opinião. Será que ele pretende solicitar prisão de todo mundo que no país, dito livre que vivemos, resolver divulgar o mesmo texto?
*por falta de um espaço específico ao tema e certa de que não precisamos de "gavetinhas modernas" pra nos expressarmos, uso este espaço para reproduzir o que acredito! Afinal de contas, qual a poesia da vida se nos censurarem sobre ela?
NOTA DE REPÚDIO
O Fórum Estadual de Democratização da Comunicação de Mato Grosso (FEDC-MT) repudia a ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva contra a jornalista Ana Angélica de Araújo Werneck (Keka Werneck), assim como as práticas anti-democráticas e de corrupção cometidas pelo referido deputado, presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
O processo, que solicita prisão da jornalista Keka Werneck, refere-se ao texto "Os últimos coronéis", publicado no blog "Página do E" em 15 de outubro de 2009. Nesse artigo, a jornalista fala sobre a omissão da mídia quando José Riva foi condenado em primeira instância a devolver mais de 2,5 milhões de dinheiro para os cofres públicos.
Essa não é a primeira vez que profissionais da imprensa, a exemplo de Enock Cavalcantti, Fábio Pannunzio e Ademar Adams, sofrem censura pelo simples fato de denunciar a corrupção no Estado.
Ressaltamos que é inadmissível a omissão das empresas de comunicação em relação a esse e tantos outros casos que deixam de veicular enquanto nos "entopem" de publicidade e inutilidades. Não fossem os veículos alternativos seria ainda mais difícil ter acesso a informação confiável.
A jornalista Keka Werneck, presidente do Sindjor-MT e militante de movimentos sociais, assim como outros profissionais censurados pelo deputado estadual José Riva tem total apoio do FEDC-MT!
Cuiabá, 13 de abril de 2010.
Fórum Estadual de Democratização da Comunicação
Os últimos Coronéis
Nota do blog de "NetoGabiru": Corroboro com as opiniões da Keka e para além, faço dela as minhas palavras.. Certas coisas que ainda acontecem e aparentemente não têm explicação, seria motivo de chacota num País sério. Pena que estamos no Brasil...
Por Keka Werneck*
Em três décadas, o deputado estadual do Mato Grosso, José Geraldo Riva, se transformou em um dos “capas” mais poderosos do Estado, rico e forte politicamente, respaldado por todos os governos os quais atravessou
Homem baixo, de mais ou menos um metro e meio, branco, careca, sorridente, 50 anos. Trata um câncer. Essa é a descrição física imediata, simplista, de José Geraldo Riva, deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) pelo Partido Progressista (PP-MT). Em três décadas, o ser aparentemente frágil se transformou em um dos “capas” mais poderosos do Estado, rico e forte politicamente, respaldado por todos os governos os quais atravessou. Riva, apesar de franzino, tem estatura.
E a fama dele corta o inconsciente popular como aquele contra o qual melhor não dizer ou fazer nada. A imprensa quase não o incomoda. Seus pares logo sucumbem ao modo “Zerriva” de administrar, prática inclusive que o coloca em um pedestal quase intocável. Isso em si já indica que descrevê-lo é algo mais amplo que detalhar a conformação física.
A ascensão de Riva se dá em um campo tão complexo quanto o tipo de política eleitoral que ainda se faz em rincões do país. Para falar dele, impossível não citar, ao menos, a dicotomia bem e mal. Já que Riva, como se diz por aí, trabalha. Como se isso fosse predicado a se gabar. É que o mundo parlamentar tem desses eufemismos. Mas trabalha para quem? Riva é pecuarista e defensor claro dos madeireiros de Mato Grosso, o Estado brasileiro que mais põe árvores abaixo (variando entre o primeiro e segundo lugar com o Pará). E para que? Abrir pastos e lavouras, principalmente das monoculturas da soja e algodão, à revelia do grande último tesouro da humanidade: a Amazônia. José Geraldo Riva é, para além de tudo isso, um dos últimos coronéis.
Já faz tempo que o nome dele corre nos bastidores como símbolo de impunidade. O Ministério Público Estadual (MPE) já acumula mais de 100 processos contra Riva, por todo tipo de crime, em especial crimes contra os cofres públicos. Ele é o parlamentar matogrossense mais processado.
No dia 2 de outubro, uma notícia correu por caminhos alternativos, e não por meio da imprensa, que, quando quer, sabe como ninguém fazer alarde. O juiz Luiz Aparecido Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Mato Grosso cassou os direitos políticos de Riva, obrigando-o a devolver aos três milhões de habitantes do Estado R$ 2.656.921,20 milhões. Isso o coloca na condição de condenado por corrupção.
E agora José?
A decisão do juiz já fez surgir uma campanha popular Fora Riva!, nos mesmos moldes da campanha Fora Gilmar Mendes! (presidente do Supremo Tribunal Federal) – de Diamantino, interior de Mato Grosso.
Nesse processo em específico, José Riva não está só. É réu solidário o também deputado estadual Humberto Bosaipo (PP-MT) e outros citados.
Ficou provado, na opinião do Juiz Bertolucci, que a Assembléia Legislativa, sob a presidência de Riva, emitiu durante 15 meses (agosto de 2001 a dezembro de 2002) cheques em favor da empresa Sereia Publicidade Ltda. Segundo o juiz, notas frias para justificar o estorvo ao público. Ainda conforme o juiz, “a ninguém pode passar despercebido o vulto dos valores, a maneira inédita e a periodicidade anormal dos pagamentos”, feitos em até mais de um no mesmo dia. O juiz destacou uma curiosidade: “um dos cheques foi emitido no dia de natal”.
Essa decisão deve ter feito comemorar o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que em Mato Grosso tem a marca de Antônio Cavalcante, o Ceará. E o pessoal da Moral, entidade que milita pela moralização do uso do dinheiro público, puxada pelo jornalista e servidor federal Ademar Adams. Os dois movimentos têm em Riva um foco de atuação cotidiana.
E o que caracterizaria José Riva como coronel? Por exemplo, o cabresto intelectual que ele exerce na mídia. Cuiabá é a capital de Mato Grosso. Tem três ditos grandes jornais, outros dois menores. Dois sites que reproduzem o modelo factual de noticiar. Alguns blogues. A informação sobre a condenação de Riva seria certamente manchete, dentro da lógica dessa mídia clássica; disputaria ao menos lugar de destaque. No sábado (3 de outubro) a notícia que havia circulado informalmente na sexta (2), não estava estampada nos jornais. Na TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, também não deram matéria sobre isso. Valeria a inflexão insistente de criança de 7 anos: por que será? No domingo seguinte, muito pouco saiu nos jornais. E para achar notícias sobre a condenação de José Riva nos sites, seria necessário persistir.
A sociedade matogrossense aguarda o desenrolar desse caso legendário. Essa mesma sociedade que assistiu boquiaberta, tempos atrás, à prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro.
*Keka Werneck é jornalista em Cuiabá, MT
domingo, abril 04, 2010
Estranheza!
É noite e escuto o pássaro piar!
Pássaro estranho esse que pia fora de hora!
- quem foi que disse a hora do pássaro piar?
Pássaro estranho esse que pia fora de hora!
- quem foi que disse a hora do pássaro piar?
sexta-feira, dezembro 11, 2009
das flores
- Flor!
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Fidedigna àquilo que era, passou a se comportar como flor.
Esperava ser tratada como flor e sentia-se como flor verdadeiramente.
Sentia os mimos,
A terra afofada,
A água fresca,
A luz e o descanso.
Sentia que podia perfumar o ambiente e encantar aos olhares.
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Sentia-se flor e cuidava para que não machucasse ninguém se como flor brotassem alguns espinhos parentes da rosa.
Sentia-se viva e forte como flor;
Frágil, porém vigorosa e vibrante.
Chamaram-na de flor e assim foi por algum tempo.
Tanto tempo que convenceu-se de que era realmente flor.
Chamavam-na flor e ela respondia como se assim o fosse.
Acreditou que tal como flor, as raízes da planta que a sustentasse fossem profundas,
Acreditou que tal como flor, houvesse seiva para que o brilho fosse revigorado dia à dia,
A cada novo nascer do sol!
Chamaram-na de flor e ela acreditou que a poeira tal como vinda com o vento seria também levada e as cores vivas ressurgiriam.
Aos poucos se perdeu, quando já não pareciam tratar-lhe como flor.
Por que haveriam chamado a ela de flor se não fosse uma flor?
Chamaram-na de flor...
mas esqueceram de lhe avisar que era uma flor de plástico.
Apenas uma flor de plástico!
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Fidedigna àquilo que era, passou a se comportar como flor.
Esperava ser tratada como flor e sentia-se como flor verdadeiramente.
Sentia os mimos,
A terra afofada,
A água fresca,
A luz e o descanso.
Sentia que podia perfumar o ambiente e encantar aos olhares.
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Sentia-se flor e cuidava para que não machucasse ninguém se como flor brotassem alguns espinhos parentes da rosa.
Sentia-se viva e forte como flor;
Frágil, porém vigorosa e vibrante.
Chamaram-na de flor e assim foi por algum tempo.
Tanto tempo que convenceu-se de que era realmente flor.
Chamavam-na flor e ela respondia como se assim o fosse.
Acreditou que tal como flor, as raízes da planta que a sustentasse fossem profundas,
Acreditou que tal como flor, houvesse seiva para que o brilho fosse revigorado dia à dia,
A cada novo nascer do sol!
Chamaram-na de flor e ela acreditou que a poeira tal como vinda com o vento seria também levada e as cores vivas ressurgiriam.
Aos poucos se perdeu, quando já não pareciam tratar-lhe como flor.
Por que haveriam chamado a ela de flor se não fosse uma flor?
Chamaram-na de flor...
mas esqueceram de lhe avisar que era uma flor de plástico.
Apenas uma flor de plástico!
quarta-feira, julho 01, 2009
nostalgia!
sempre fomos muito amigos... confidentes um do outro... enamorados...
interrompidos...
coisas assim...!
interrompidos...
coisas assim...!
terça-feira, junho 16, 2009
Chuva!
Depois da meia noite, escuto a chuva:
começa devagarinho, às vezes suave, às vezes forte e quase ensurdecedora!
Incrível como consegue acariciar mesmo quando pode assustar!
É assim como os carinhos de amor quando sabemos que podem se desencantar!
Uma vez me disseram que o cheiro de terra molhada não é de verdade o cheiro da água na terra, mas sim da água quando caem nas folhas. Talvez eu nem me lembre mais quem disse. Mas não posso nunca deixar de sentir esse cheiro verdadeiro.
Cheiro de "terra molhada" é bom! É muito bom! É por isso que carrego dentro de mim!
Thais
começa devagarinho, às vezes suave, às vezes forte e quase ensurdecedora!
Incrível como consegue acariciar mesmo quando pode assustar!
É assim como os carinhos de amor quando sabemos que podem se desencantar!
Uma vez me disseram que o cheiro de terra molhada não é de verdade o cheiro da água na terra, mas sim da água quando caem nas folhas. Talvez eu nem me lembre mais quem disse. Mas não posso nunca deixar de sentir esse cheiro verdadeiro.
Cheiro de "terra molhada" é bom! É muito bom! É por isso que carrego dentro de mim!
Thais
quarta-feira, junho 10, 2009
Olá Pessoal...
apreciem, votem, comentem...Serão muito bem vindos! =D
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=802
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=799
apreciem, votem, comentem...Serão muito bem vindos! =D
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=802
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=799
sexta-feira, junho 05, 2009
Metade
Escrevi pra um amigo que está longe e percebi o quanto realmente acredito em tudo isso:
Quando viajamos, quando mudamos de lugares físicos e quando mudamos dentro de nós, temos primeiro esperanças, mas aos poucos surgem medos, às vezes desespero.
Às vezes euforia e uma confiança que só por ela temos coragem de seguir em frente. Às vezes vontade de desistir de tudo.
Somos metades em busca das outras pessoas, dos outros sentimentos, das outras verdades.
Percebemos que pode ser um caminho sem volta, porque uma vez partido do destino de origem, nunca mais seremos capazes de nos tornar algo puro.
Somos contaminados pelos outros, somos contaminados pela magia de nos misturar e nunca mais teremos-nos inteiro, porque por cada lugar que passarmos, vai ficar um pouco de nós e vamos levar um pouco dele.
Felizmente, com o tempo é possível ter essa certeza, as dores deixarão saudades, as saudades são e serão memórias daquilo que vivemos de verdade.
Somos metades pelo caminho, quando partimos não deixamos nunca mais de caminhar, ainda que voltemos à origem, as origens serão várias...
Quando viajamos, quando mudamos de lugares físicos e quando mudamos dentro de nós, temos primeiro esperanças, mas aos poucos surgem medos, às vezes desespero.
Às vezes euforia e uma confiança que só por ela temos coragem de seguir em frente. Às vezes vontade de desistir de tudo.
Somos metades em busca das outras pessoas, dos outros sentimentos, das outras verdades.
Percebemos que pode ser um caminho sem volta, porque uma vez partido do destino de origem, nunca mais seremos capazes de nos tornar algo puro.
Somos contaminados pelos outros, somos contaminados pela magia de nos misturar e nunca mais teremos-nos inteiro, porque por cada lugar que passarmos, vai ficar um pouco de nós e vamos levar um pouco dele.
Felizmente, com o tempo é possível ter essa certeza, as dores deixarão saudades, as saudades são e serão memórias daquilo que vivemos de verdade.
Somos metades pelo caminho, quando partimos não deixamos nunca mais de caminhar, ainda que voltemos à origem, as origens serão várias...
Foto por Tales Tavares
Quando estava longe de casa, aos 16 anos, bastante machucada pela distância, meu pai me mandou algo que me marcou muito. Era assim desde antes, é assim desde então:
Metade - Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
sexta-feira, maio 29, 2009
O direito ao corpo
Tenho estado pensando nas pessoas que, por sua condição física de dor ou humilhação, prefeririam que a morte tomasse a vida no seu colo e a fizesse dormir. O desejo de morrer é uma oração, um suspiro da vida que deseja voar. (Rubem Alves)
Leia o texto completo em:
http://aprendiz.uol.com.br/content/swucirefre.mmp
Leia o texto completo em:
http://aprendiz.uol.com.br/content/swucirefre.mmp
terça-feira, maio 12, 2009
Bend in The Road
By Donavon Frankenreiter
It wasn't you
It wasn't me, my friend
And I don't know but it feels like the end
Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight
And where'd you go
This world we've grown don't tell me its gone
It's just a bend in the road
But this road always goes on
Why don't you tell me
What went wrong, what went wrong
Don't you think we could work it out tonight
You don't want to see me
You don't want to talk on the telephone
I want to see you its just that
I don't want to see you goI don't want to see you go, no
Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight
It wasn't you
It wasn't me, my friend
And I don't know but it feels like the end
Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight
And where'd you go
This world we've grown don't tell me its gone
It's just a bend in the road
But this road always goes on
Why don't you tell me
What went wrong, what went wrong
Don't you think we could work it out tonight
You don't want to see me
You don't want to talk on the telephone
I want to see you its just that
I don't want to see you goI don't want to see you go, no
Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight
segunda-feira, maio 11, 2009
With my Own two Hands
With My Own Two Hands
Ben Harper
I can change the worldWith my own two handsMake it a better placeWith my own two handsMake it a kinder placeWith my own two handsWith my own, with my own two handsI can make peace on earthWith my own two handsI can clean up the earthWith my own two handsI can reach out to youWith my own two handsWith my own, with my own two handsI'm gonna make it a brighter placeWith my own two handsI'm gonna make it a safer placeWith my own two handsI'm gonna help human raceWith my own two handsWith my own, with my own two handsWith my own, with my own two handsI can hold youIn my own two handsI can comfort youWith my own two handsBut you've got to useUse your own two handsUse your own, use your own two handsUse your own, use your own two handsWith our ownWith our own two handsWith our ownWith our own two handsOh, you got to use your own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two hands
Ben Harper
I can change the worldWith my own two handsMake it a better placeWith my own two handsMake it a kinder placeWith my own two handsWith my own, with my own two handsI can make peace on earthWith my own two handsI can clean up the earthWith my own two handsI can reach out to youWith my own two handsWith my own, with my own two handsI'm gonna make it a brighter placeWith my own two handsI'm gonna make it a safer placeWith my own two handsI'm gonna help human raceWith my own two handsWith my own, with my own two handsWith my own, with my own two handsI can hold youIn my own two handsI can comfort youWith my own two handsBut you've got to useUse your own two handsUse your own, use your own two handsUse your own, use your own two handsWith our ownWith our own two handsWith our ownWith our own two handsOh, you got to use your own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two hands
segunda-feira, abril 06, 2009
Olívia Dalla Rosa
Uma pessoa muito querida se formou em Letras/Inglês no início deste ano pela UFMT, mas até hoje me enrolei nos tropeços do dia-a-dia sem prestar a homenagem que assim planejei. Nada mais apropriado que publicar uma reflexão que a própria formanda faz sobre a condição do professor na nossa realidade pública de ensino. Olívia, minha amiga, parabéns por esta conquista. Você merece por cada obstáculo que você ultrapassou! Tenha sempre a serenidade e a força para lutar contra os pesares que você mesma identificou, mesmo que seja com pequenos gestos.
Reflexão
Por Olívia DallaRosa
“O que será, que será?” Já dizia o poeta. De poetas em poetas chegamos onde estamos. E onde estamos? Chico Buarque reflete os meus mais profundos pesares. Pesares estes que todos podem ver, uma sociedade corrompida, sem eira nem beira, sem compromisso com os seus. Na educação, ou melhor, na falta de educação - moral ou intelectual, religiosa nem se fala. Hoje o nosso Deus é Pelé, que Ele não saiba ou ao menos nos perdoe.
Mas então, vamos ensinar! Vamos entrar numa sala, onde a aula começa às 19h e termina às 19h55, e dizer aos alunos que verbo é a palavra que faz uma ação. Mas os ensinamos o real valor de agir, de ser, de exigir e ser exigido? O que esta por trás das palavras que estão “suspirando pelas alcovas”, queremos mesmo saber? Ou fingimos não saber, nós professores, que temos clientes e não alunos?
“Que vive nas idéias desses amantes / Que cantam os poetas mais delirantes”
“O que esta na vida de tão pouco viver?”
Vamos professor, responda! Ou você se esquece de que a vida não se resume em conteúdos programáticos, programados pelo Governo Federal, de uma federação fedida e fundida na mentira que aceitamos e assinamos? Quem nos corrompe se não nos mesmos que aceitamos tudo da mídia forjada que balança para o peso mais forte do papel verde, azul, amarelo... Que agora já não importa mais sua cor e seu credo.
O que importa saber regras do uso da vírgula se nem mesa muitas das escolas possuem? Vamos ensinar que com o baixo salário daquele que muda o seu pensar muitas vezes se destrói seus sonhos por pouco se amar. Vamos professor, avante!
Avante com a própria ignorância, “porque todos os risos vão desafiar”, não a ignorância de não saber que sujeito desinencial se refere ao sujeito implícito na desinência do verbo que percebemos na conjugação do próprio.
Vamos avante com o real sentido de ignorar. Ignorar que o Leandro da 3ª fase fora reprovado por faltas, por falta de aulas que não foram dadas, pelo bater papo de professores em sala, por preguiça de ensinar que ele era minha extensão como ser humano, como é a sua! E não se esqueça “ todos os destinos irão se encontrar”.
Ele fora reprovado, também, por usar drogas. Por que ajudar um menino que usa drogas ou vários deles? Fingimos não saber que “todos os meninos vão desembestar”. E mesmo assim, ninguém lhes pergunta o porquê? Alguém quis saber se o pai do Leandro era alcoólatra e que quando criança ser jogado na sarjeta era o hobby de seu pai?
Quem foi que disse que ele não mudará nada de sua realidade, ou até mesmo da minha? Foram alguns dos “que não tem governo nem nunca terá” que o marginalizara. Aqueles que nos frustram porque nossa resposta não esta de acordo com a do livro didático do professor.
Esses são só alguns dos meus eternos pesares de saber que, para alguns, ser professor é: discriminar, excluir e tachar porque os alunos não estão de acordo com o esperado pelo P.P.P, ou seja lá o que for de lei ou regra para massificar, matar, corromper, mas sobretudo fazê-los acreditar que eles não podem e não são como eu e você.
Reflexão
Por Olívia DallaRosa
“O que será, que será?” Já dizia o poeta. De poetas em poetas chegamos onde estamos. E onde estamos? Chico Buarque reflete os meus mais profundos pesares. Pesares estes que todos podem ver, uma sociedade corrompida, sem eira nem beira, sem compromisso com os seus. Na educação, ou melhor, na falta de educação - moral ou intelectual, religiosa nem se fala. Hoje o nosso Deus é Pelé, que Ele não saiba ou ao menos nos perdoe.
Mas então, vamos ensinar! Vamos entrar numa sala, onde a aula começa às 19h e termina às 19h55, e dizer aos alunos que verbo é a palavra que faz uma ação. Mas os ensinamos o real valor de agir, de ser, de exigir e ser exigido? O que esta por trás das palavras que estão “suspirando pelas alcovas”, queremos mesmo saber? Ou fingimos não saber, nós professores, que temos clientes e não alunos?
“Que vive nas idéias desses amantes / Que cantam os poetas mais delirantes”
“O que esta na vida de tão pouco viver?”
Vamos professor, responda! Ou você se esquece de que a vida não se resume em conteúdos programáticos, programados pelo Governo Federal, de uma federação fedida e fundida na mentira que aceitamos e assinamos? Quem nos corrompe se não nos mesmos que aceitamos tudo da mídia forjada que balança para o peso mais forte do papel verde, azul, amarelo... Que agora já não importa mais sua cor e seu credo.
O que importa saber regras do uso da vírgula se nem mesa muitas das escolas possuem? Vamos ensinar que com o baixo salário daquele que muda o seu pensar muitas vezes se destrói seus sonhos por pouco se amar. Vamos professor, avante!
“O que será que será / Que todos os avisos não vão evitar / Porque todos os risos vão desafiar / Porque todos os sinos irão repicar / Porque todos os hinos irão consagrar / E todos os meninos vão desembestar / E todos os destinos irão se encontrar / E mesmo o padre eterno que nunca foi lá / Olhando aquele inferno vai abençoar / O que não tem governo nem nunca terá / O que não tem vergonha nem nunca terá / O que não tem juízo...”
Avante com a própria ignorância, “porque todos os risos vão desafiar”, não a ignorância de não saber que sujeito desinencial se refere ao sujeito implícito na desinência do verbo que percebemos na conjugação do próprio.
Vamos avante com o real sentido de ignorar. Ignorar que o Leandro da 3ª fase fora reprovado por faltas, por falta de aulas que não foram dadas, pelo bater papo de professores em sala, por preguiça de ensinar que ele era minha extensão como ser humano, como é a sua! E não se esqueça “ todos os destinos irão se encontrar”.
Ele fora reprovado, também, por usar drogas. Por que ajudar um menino que usa drogas ou vários deles? Fingimos não saber que “todos os meninos vão desembestar”. E mesmo assim, ninguém lhes pergunta o porquê? Alguém quis saber se o pai do Leandro era alcoólatra e que quando criança ser jogado na sarjeta era o hobby de seu pai?
Quem foi que disse que ele não mudará nada de sua realidade, ou até mesmo da minha? Foram alguns dos “que não tem governo nem nunca terá” que o marginalizara. Aqueles que nos frustram porque nossa resposta não esta de acordo com a do livro didático do professor.
Esses são só alguns dos meus eternos pesares de saber que, para alguns, ser professor é: discriminar, excluir e tachar porque os alunos não estão de acordo com o esperado pelo P.P.P, ou seja lá o que for de lei ou regra para massificar, matar, corromper, mas sobretudo fazê-los acreditar que eles não podem e não são como eu e você.
E quem não “tem juízo e nunca terá? // E mesmo o padre eterno que nunca foi lá //Olhando aquele inferno vai abençoar”.
quinta-feira, abril 02, 2009
Pessoas
Procura-se pessoas.
Por entre as cabeças e grupos em busca de Pessoa.
Encaro de frente,
mesmo quando sujeito às representações Cínicas.
Tento a representação do meu Eu mais sincero.
Mesmo tropeçando nos atos de disfarce,
nas fantasias,
nas cores,
nos pretos e brancos,
nos sexos e sexo.
Não descarto as pessoas encontradas.
Mesmo quando desviam o olhar do meu.
As Pessoas fazem parte do que sou.
Procura-se Outras pessoas!
Por entre as cabeças e grupos em busca de Pessoa.
Encaro de frente,
mesmo quando sujeito às representações Cínicas.
Tento a representação do meu Eu mais sincero.
Mesmo tropeçando nos atos de disfarce,
nas fantasias,
nas cores,
nos pretos e brancos,
nos sexos e sexo.
Não descarto as pessoas encontradas.
Mesmo quando desviam o olhar do meu.
As Pessoas fazem parte do que sou.
Procura-se Outras pessoas!
domingo, março 08, 2009
Chapada
A tristeza vem do vento que me soprou que este é o fim de um ciclo. De volta no mesmo lugar, a mesma terra que abençoou e encantou, é a mesma que te sacode e joga na cara os teus erros!? E faz revoada nos pensamentos. A mesma terra que te traz sonho realidade; te leva embora o fio esperança. Esperei por tantos dos trens que passaram. Um deles acaba de abandonar a estação! Trouxe alguns, você foi o ultimo a descer e eu esperei. Outra pessoa pegou na sua mão e te levou. Eu continuo só! Nem sei porque esperei. Estou cansada de me sentar ao banco de espera.
Um pedaço do meu pensamento... nada mais!
Thais Julianne
julho/2008
Um pedaço do meu pensamento... nada mais!
Thais Julianne
julho/2008
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