terça-feira, julho 27, 2010
quando ontem foi um bom momento!
É gratificante quando temos a certeza de ter despendido tempo com as coisas que são realmente importante, com a solidariedade ao próximo, valorizando a presença daqueles que merecem sua atenção!
Ontem foi uma noite em que me agraciei com o reencontro e mesmo daqueles que não sabem a estima que sinto por eles, me senti bem em vê-los revigorados e bem!
Há por certo os pequenos detalhes que estão sempre por melhorar, mas acima disso, o aspecto físico e emocional de quem está forte diante das eventualidades que nos baqueiam, se houver.
Ontem estive mais feliz por ver que além de estar me sentindo bem, muitos à minha volta assim tbm estão.
É bom compartilhar da felicidade e sucesso dos outros diante da vida!
domingo, julho 18, 2010
D'aquilo que tenho!
Tenho a felicidade de uma família verdadeira!
Tenho a beleza de amigos que persistem o tempo e a distância!
Tenho a tranquilidade de quem não parou de caminhar mesmo nos momentos mais angustiantes!
Tenho a paz de quem erra por tentar e não por desistir!
Tenho a certeza de que as coisas possuem um motivo de ser!
Tenho o clima de quem se aconchega no calor humano!
Tenho a fé de quem acredita nas palavras que roga!
Tenho as memórias afagadas pelos sorrisos que vivi!
Tenho amor, tenho esperança, tenho muito da vida, tenho os dias que estão por vir!
Tenho muito mais, tenho a certeza de que sou iluminada!
Por isso, obrigada!!!
terça-feira, maio 18, 2010
UMA TENTATIVA DE CONSOLO...
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.
Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.
Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.
Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?
E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão! Fique todos em Paz!
domingo, abril 18, 2010
Repúdio!!!
Peço licensa para quem aqui busca alguma poesia em textos ou versos rabiscados*. Sou jornalista, e apesar de ter acompanhando relativamente pouco as questões políticas gerais e/ou movimentos sociais, me indigna quando me deparo com a censura diária com que vivemos. Aprecio e aplaudo atitudes de quem não se intimida diante do véu que tampa questões políticas na imprensa local. Fiquei sabendo por acaso, ao ler no blog de um amigo, sobre o ocorrido abaixo. Segue nota de repúdio sobre a solicitação de prisão da jornalista Keka Werneck em ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva, bem como o texto original à respeito do mesmo, publicado por ela em um site de opinião. Será que ele pretende solicitar prisão de todo mundo que no país, dito livre que vivemos, resolver divulgar o mesmo texto?
*por falta de um espaço específico ao tema e certa de que não precisamos de "gavetinhas modernas" pra nos expressarmos, uso este espaço para reproduzir o que acredito! Afinal de contas, qual a poesia da vida se nos censurarem sobre ela?
NOTA DE REPÚDIO
O Fórum Estadual de Democratização da Comunicação de Mato Grosso (FEDC-MT) repudia a ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva contra a jornalista Ana Angélica de Araújo Werneck (Keka Werneck), assim como as práticas anti-democráticas e de corrupção cometidas pelo referido deputado, presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
O processo, que solicita prisão da jornalista Keka Werneck, refere-se ao texto "Os últimos coronéis", publicado no blog "Página do E" em 15 de outubro de 2009. Nesse artigo, a jornalista fala sobre a omissão da mídia quando José Riva foi condenado em primeira instância a devolver mais de 2,5 milhões de dinheiro para os cofres públicos.
Essa não é a primeira vez que profissionais da imprensa, a exemplo de Enock Cavalcantti, Fábio Pannunzio e Ademar Adams, sofrem censura pelo simples fato de denunciar a corrupção no Estado.
Ressaltamos que é inadmissível a omissão das empresas de comunicação em relação a esse e tantos outros casos que deixam de veicular enquanto nos "entopem" de publicidade e inutilidades. Não fossem os veículos alternativos seria ainda mais difícil ter acesso a informação confiável.
A jornalista Keka Werneck, presidente do Sindjor-MT e militante de movimentos sociais, assim como outros profissionais censurados pelo deputado estadual José Riva tem total apoio do FEDC-MT!
Cuiabá, 13 de abril de 2010.
Fórum Estadual de Democratização da Comunicação
Os últimos Coronéis
Por Keka Werneck*
Em três décadas, o deputado estadual do Mato Grosso, José Geraldo Riva, se transformou em um dos “capas” mais poderosos do Estado, rico e forte politicamente, respaldado por todos os governos os quais atravessou
*Keka Werneck é jornalista em Cuiabá, MT
domingo, abril 04, 2010
Estranheza!
Pássaro estranho esse que pia fora de hora!
- quem foi que disse a hora do pássaro piar?
sexta-feira, dezembro 11, 2009
das flores
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Fidedigna àquilo que era, passou a se comportar como flor.
Esperava ser tratada como flor e sentia-se como flor verdadeiramente.
Sentia os mimos,
A terra afofada,
A água fresca,
A luz e o descanso.
Sentia que podia perfumar o ambiente e encantar aos olhares.
Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Sentia-se flor e cuidava para que não machucasse ninguém se como flor brotassem alguns espinhos parentes da rosa.
Sentia-se viva e forte como flor;
Frágil, porém vigorosa e vibrante.
Chamaram-na de flor e assim foi por algum tempo.
Tanto tempo que convenceu-se de que era realmente flor.
Chamavam-na flor e ela respondia como se assim o fosse.
Acreditou que tal como flor, as raízes da planta que a sustentasse fossem profundas,
Acreditou que tal como flor, houvesse seiva para que o brilho fosse revigorado dia à dia,
A cada novo nascer do sol!
Chamaram-na de flor e ela acreditou que a poeira tal como vinda com o vento seria também levada e as cores vivas ressurgiriam.
Aos poucos se perdeu, quando já não pareciam tratar-lhe como flor.
Por que haveriam chamado a ela de flor se não fosse uma flor?
Chamaram-na de flor...
mas esqueceram de lhe avisar que era uma flor de plástico.
Apenas uma flor de plástico!
quarta-feira, julho 01, 2009
nostalgia!
interrompidos...
coisas assim...!
terça-feira, junho 16, 2009
Chuva!
começa devagarinho, às vezes suave, às vezes forte e quase ensurdecedora!
Incrível como consegue acariciar mesmo quando pode assustar!
É assim como os carinhos de amor quando sabemos que podem se desencantar!
Uma vez me disseram que o cheiro de terra molhada não é de verdade o cheiro da água na terra, mas sim da água quando caem nas folhas. Talvez eu nem me lembre mais quem disse. Mas não posso nunca deixar de sentir esse cheiro verdadeiro.
Cheiro de "terra molhada" é bom! É muito bom! É por isso que carrego dentro de mim!
Thais
quarta-feira, junho 10, 2009
apreciem, votem, comentem...Serão muito bem vindos! =D
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=802
http://www.talentos.wiki.br/poesia.php?id_poesia=799
sexta-feira, junho 05, 2009
Metade
Quando viajamos, quando mudamos de lugares físicos e quando mudamos dentro de nós, temos primeiro esperanças, mas aos poucos surgem medos, às vezes desespero.
Às vezes euforia e uma confiança que só por ela temos coragem de seguir em frente. Às vezes vontade de desistir de tudo.
Somos metades em busca das outras pessoas, dos outros sentimentos, das outras verdades.
Percebemos que pode ser um caminho sem volta, porque uma vez partido do destino de origem, nunca mais seremos capazes de nos tornar algo puro.
Somos contaminados pelos outros, somos contaminados pela magia de nos misturar e nunca mais teremos-nos inteiro, porque por cada lugar que passarmos, vai ficar um pouco de nós e vamos levar um pouco dele.
Felizmente, com o tempo é possível ter essa certeza, as dores deixarão saudades, as saudades são e serão memórias daquilo que vivemos de verdade.
Somos metades pelo caminho, quando partimos não deixamos nunca mais de caminhar, ainda que voltemos à origem, as origens serão várias...
Foto por Tales Tavares
Quando estava longe de casa, aos 16 anos, bastante machucada pela distância, meu pai me mandou algo que me marcou muito. Era assim desde antes, é assim desde então:
Metade - Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
