domingo, abril 18, 2010

Repúdio!!!


Peço licensa para quem aqui busca alguma poesia em textos ou versos rabiscados*. Sou jornalista, e apesar de ter acompanhando relativamente pouco as questões políticas gerais e/ou movimentos sociais, me indigna quando me deparo com a censura diária com que vivemos. Aprecio e aplaudo atitudes de quem não se intimida diante do véu que tampa questões políticas na imprensa local. Fiquei sabendo por acaso, ao ler no blog de um amigo, sobre o ocorrido abaixo. Segue nota de repúdio sobre a solicitação de prisão da jornalista Keka Werneck em ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva, bem como o texto original à respeito do mesmo, publicado por ela em um site de opinião. Será que ele pretende solicitar prisão de todo mundo que no país, dito livre que vivemos, resolver divulgar o mesmo texto?

 

*por falta de um espaço específico ao tema e certa de que não precisamos de "gavetinhas modernas" pra nos expressarmos, uso este espaço para reproduzir o que acredito! Afinal de contas, qual a poesia da vida se nos censurarem sobre ela?

 

NOTA DE REPÚDIO
 

O Fórum Estadual de Democratização da Comunicação de Mato Grosso (FEDC-MT) repudia a ação protocolada pelo deputado estadual José Geraldo Riva contra a jornalista Ana Angélica de Araújo Werneck (Keka Werneck), assim como as práticas anti-democráticas e de corrupção cometidas pelo referido deputado, presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.


O processo, que solicita prisão da jornalista Keka Werneck, refere-se ao texto "Os últimos coronéis", publicado no blog "Página do E" em 15 de outubro de 2009. Nesse artigo, a jornalista fala sobre a omissão da mídia quando José Riva foi condenado em primeira instância a devolver mais de 2,5 milhões de dinheiro para os cofres públicos.


Essa não é a primeira vez que profissionais da imprensa, a exemplo de Enock Cavalcantti, Fábio Pannunzio e Ademar Adams, sofrem censura pelo simples fato de denunciar a corrupção no Estado.


Ressaltamos que é inadmissível a omissão das empresas de comunicação em relação a esse e tantos outros casos que deixam de veicular enquanto nos "entopem" de publicidade e inutilidades. Não fossem os veículos alternativos seria ainda mais difícil ter acesso a informação confiável.


A jornalista Keka Werneck, presidente do Sindjor-MT e militante de movimentos sociais, assim como outros profissionais censurados pelo deputado estadual José Riva tem total apoio do FEDC-MT!


Cuiabá, 13 de abril de 2010.
Fórum Estadual de Democratização da Comunicação
 

 

Os últimos Coronéis

Nota do blog de "NetoGabiru": Corroboro com as opiniões da Keka e para além, faço dela as minhas palavras.. Certas coisas que ainda acontecem e aparentemente não têm explicação, seria motivo de chacota num País sério. Pena que estamos no Brasil...


Por Keka Werneck*


Em três décadas, o deputado estadual do Mato Grosso, José Geraldo Riva, se transformou em um dos “capas” mais poderosos do Estado, rico e forte politicamente, respaldado por todos os governos os quais atravessou


Homem baixo, de mais ou menos um metro e meio, branco, careca, sorridente, 50 anos. Trata um câncer. Essa é a descrição física imediata, simplista, de José Geraldo Riva, deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) pelo Partido Progressista (PP-MT). Em três décadas, o ser aparentemente frágil se transformou em um dos “capas” mais poderosos do Estado, rico e forte politicamente, respaldado por todos os governos os quais atravessou. Riva, apesar de franzino, tem estatura.

E a fama dele corta o inconsciente popular como aquele contra o qual melhor não dizer ou fazer nada. A imprensa quase não o incomoda. Seus pares logo sucumbem ao modo “Zerriva” de administrar, prática inclusive que o coloca em um pedestal quase intocável. Isso em si já indica que descrevê-lo é algo mais amplo que detalhar a conformação física.

A ascensão de Riva se dá em um campo tão complexo quanto o tipo de política eleitoral que ainda se faz em rincões do país. Para falar dele, impossível não citar, ao menos, a dicotomia bem e mal. Já que Riva, como se diz por aí, trabalha. Como se isso fosse predicado a se gabar. É que o mundo parlamentar tem desses eufemismos. Mas trabalha para quem? Riva é pecuarista e defensor claro dos madeireiros de Mato Grosso, o Estado brasileiro que mais põe árvores abaixo (variando entre o primeiro e segundo lugar com o Pará). E para que? Abrir pastos e lavouras, principalmente das monoculturas da soja e algodão, à revelia do grande último tesouro da humanidade: a Amazônia. José Geraldo Riva é, para além de tudo isso, um dos últimos coronéis.

Já faz tempo que o nome dele corre nos bastidores como símbolo de impunidade. O Ministério Público Estadual (MPE) já acumula mais de 100 processos contra Riva, por todo tipo de crime, em especial crimes contra os cofres públicos. Ele é o parlamentar matogrossense mais processado.

No dia 2 de outubro, uma notícia correu por caminhos alternativos, e não por meio da imprensa, que, quando quer, sabe como ninguém fazer alarde. O juiz Luiz Aparecido Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Mato Grosso cassou os direitos políticos de Riva, obrigando-o a devolver aos três milhões de habitantes do Estado R$ 2.656.921,20 milhões. Isso o coloca na condição de condenado por corrupção.

E agora José?

A decisão do juiz já fez surgir uma campanha popular Fora Riva!, nos mesmos moldes da campanha Fora Gilmar Mendes! (presidente do Supremo Tribunal Federal) – de Diamantino, interior de Mato Grosso.

Nesse processo em específico, José Riva não está só. É réu solidário o também deputado estadual Humberto Bosaipo (PP-MT) e outros citados.

Ficou provado, na opinião do Juiz Bertolucci, que a Assembléia Legislativa, sob a presidência de Riva, emitiu durante 15 meses (agosto de 2001 a dezembro de 2002) cheques em favor da empresa Sereia Publicidade Ltda. Segundo o juiz, notas frias para justificar o estorvo ao público. Ainda conforme o juiz, “a ninguém pode passar despercebido o vulto dos valores, a maneira inédita e a periodicidade anormal dos pagamentos”, feitos em até mais de um no mesmo dia. O juiz destacou uma curiosidade: “um dos cheques foi emitido no dia de natal”.

Essa decisão deve ter feito comemorar o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que em Mato Grosso tem a marca de Antônio Cavalcante, o Ceará. E o pessoal da Moral, entidade que milita pela moralização do uso do dinheiro público, puxada pelo jornalista e servidor federal Ademar Adams. Os dois movimentos têm em Riva um foco de atuação cotidiana.

E o que caracterizaria José Riva como coronel? Por exemplo, o cabresto intelectual que ele exerce na mídia. Cuiabá é a capital de Mato Grosso. Tem três ditos grandes jornais, outros dois menores. Dois sites que reproduzem o modelo factual de noticiar. Alguns blogues. A informação sobre a condenação de Riva seria certamente manchete, dentro da lógica dessa mídia clássica; disputaria ao menos lugar de destaque. No sábado (3 de outubro) a notícia que havia circulado informalmente na sexta (2), não estava estampada nos jornais. Na TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, também não deram matéria sobre isso. Valeria a inflexão insistente de criança de 7 anos: por que será? No domingo seguinte, muito pouco saiu nos jornais. E para achar notícias sobre a condenação de José Riva nos sites, seria necessário persistir.

A sociedade matogrossense aguarda o desenrolar desse caso legendário. Essa mesma sociedade que assistiu boquiaberta, tempos atrás, à prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

*Keka Werneck é jornalista em Cuiabá, MT



domingo, abril 04, 2010

Estranheza!

É noite e escuto o pássaro piar!
Pássaro estranho esse que pia fora de hora!

- quem foi que disse a hora do pássaro piar?

sexta-feira, dezembro 11, 2009

das flores

- Flor!

Chamaram-na de flor e ela acreditou!   
Fidedigna àquilo que era, passou a se comportar como flor.
Esperava ser tratada como flor e sentia-se como flor verdadeiramente.
Sentia os mimos,
A terra afofada,
A água fresca,
A luz e o descanso.
Sentia que podia perfumar o ambiente e encantar aos olhares.

Chamaram-na de flor e ela acreditou!
Sentia-se flor e cuidava para que não machucasse ninguém se como flor brotassem alguns espinhos parentes da rosa.
Sentia-se viva e forte como flor;
Frágil, porém vigorosa e vibrante.

Chamaram-na de flor e assim foi por algum tempo.
Tanto tempo que convenceu-se de que era realmente flor.
Chamavam-na flor e ela respondia como se assim o fosse.
Acreditou que tal como flor, as raízes da planta que a sustentasse fossem profundas,
Acreditou que tal como flor, houvesse seiva para que o brilho fosse revigorado dia à dia,
A cada novo nascer do sol!

Chamaram-na de flor e ela acreditou que a poeira tal como vinda com o vento seria também levada e as cores vivas ressurgiriam.
Aos poucos se perdeu, quando já não pareciam tratar-lhe como flor.
Por que haveriam chamado a ela de flor se não fosse uma flor?

Chamaram-na de flor...
mas esqueceram de lhe avisar que era uma flor de plástico.
Apenas uma flor de plástico!

quarta-feira, julho 01, 2009

nostalgia!

sempre fomos muito amigos... confidentes um do outro... enamorados...

interrompidos...

coisas assim...!

terça-feira, junho 16, 2009

Chuva!

Depois da meia noite, escuto a chuva:

começa devagarinho, às vezes suave, às vezes forte e quase ensurdecedora!
Incrível como consegue acariciar mesmo quando pode assustar!
É assim como os carinhos de amor quando sabemos que podem se desencantar!

Uma vez me disseram que o cheiro de terra molhada não é de verdade o cheiro da água na terra, mas sim da água quando caem nas folhas. Talvez eu nem me lembre mais quem disse. Mas não posso nunca deixar de sentir esse cheiro verdadeiro.

Cheiro de "terra molhada" é bom! É muito bom! É por isso que carrego dentro de mim!

Thais

quarta-feira, junho 10, 2009

sexta-feira, junho 05, 2009

Metade

Escrevi pra um amigo que está longe e percebi o quanto realmente acredito em tudo isso:

Quando viajamos, quando mudamos de lugares físicos e quando mudamos dentro de nós, temos primeiro esperanças, mas aos poucos surgem medos, às vezes desespero.
Às vezes euforia e uma confiança que só por ela temos coragem de seguir em frente. Às vezes vontade de desistir de tudo.
Somos metades em busca das outras pessoas, dos outros sentimentos, das outras verdades.
Percebemos que pode ser um caminho sem volta, porque uma vez partido do destino de origem, nunca mais seremos capazes de nos tornar algo puro.
Somos contaminados pelos outros, somos contaminados pela magia de nos misturar e nunca mais teremos-nos inteiro, porque por cada lugar que passarmos, vai ficar um pouco de nós e vamos levar um pouco dele.
Felizmente, com o tempo é possível ter essa certeza, as dores deixarão saudades, as saudades são e serão memórias daquilo que vivemos de verdade.
Somos metades pelo caminho, quando partimos não deixamos nunca mais de caminhar, ainda que voltemos à origem, as origens serão várias...

Foto por Tales Tavares

Quando estava longe de casa, aos 16 anos, bastante machucada pela distância, meu pai me mandou algo que me marcou muito. Era assim desde antes, é assim desde então:

Metade - Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

sexta-feira, maio 29, 2009

O direito ao corpo

Tenho estado pensando nas pessoas que, por sua condição física de dor ou humilhação, prefeririam que a morte tomasse a vida no seu colo e a fizesse dormir. O desejo de morrer é uma oração, um suspiro da vida que deseja voar. (Rubem Alves)

Leia o texto completo em:
http://aprendiz.uol.com.br/content/swucirefre.mmp

terça-feira, maio 12, 2009

Bend in The Road

By Donavon Frankenreiter

It wasn't you
It wasn't me, my friend
And I don't know but it feels like the end

Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight

And where'd you go
This world we've grown don't tell me its gone
It's just a bend in the road
But this road always goes on

Why don't you tell me
What went wrong, what went wrong
Don't you think we could work it out tonight

You don't want to see me
You don't want to talk on the telephone
I want to see you its just that
I don't want to see you goI don't want to see you go, no

Why don't you tell me
What went wrong
Don't you think we could work it out tonight

segunda-feira, maio 11, 2009

With my Own two Hands

With My Own Two Hands
Ben Harper

I can change the worldWith my own two handsMake it a better placeWith my own two handsMake it a kinder placeWith my own two handsWith my own, with my own two handsI can make peace on earthWith my own two handsI can clean up the earthWith my own two handsI can reach out to youWith my own two handsWith my own, with my own two handsI'm gonna make it a brighter placeWith my own two handsI'm gonna make it a safer placeWith my own two handsI'm gonna help human raceWith my own two handsWith my own, with my own two handsWith my own, with my own two handsI can hold youIn my own two handsI can comfort youWith my own two handsBut you've got to useUse your own two handsUse your own, use your own two handsUse your own, use your own two handsWith our ownWith our own two handsWith our ownWith our own two handsOh, you got to use your own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two handsWith our own, with our own two hands